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06 junho 2012

Mercado de Trabalho (faculdade X curso técnico) quem te Garante um Emprego mais Fácil?

Quem está à procura de um emprego sabe o quanto é difícil entrar no mercado de trabalho para se alcançar uma função que oferece uma remuneração razoável.  As empresas exigem qualificações específicas e outros atributos que faz o candidato pensar a princípio que uma boa faculdade resolve o caso.
Dificilmente acontece assim, a grande verdade é que neste momento surge uma questão que volta a ser muito comentada na hora de se fazer uma escolha – “Me esforço para fazer uma faculdade ou um bom curso técnico? Quem vai me projetar mais facilmente para o mercado de trabalho?”


As empresas afirmam existir vagas sobrando no mercado de trabalho, no entanto se você tiver algumas poucas habilidades ou nenhuma, experimente buscar uma vaga de emprego com um salário razoável.  O mais provável é que ficará frustrado(a) pois exige-se muito do profissional; é preciso uma ótima qualificação para se preencher uma vaga.  Até aqui estamos falando de quem já tem alguma experiência ou cursos extras, imagine quem está chegando ao mercado agora.
Os cursos técnicos têm sido uma boa saída para quem deseja se inserir mais rapidamente no mercado de trabalho; além disso eles garantem um salário inicial que varia de R$1.200,00 a 2.500,00 (vai depender da região do país).  A vantagem do curso técnico é que em muitas escolas como o SENAI o aluno já sai com uma experiência considerável na profissão. Já outras escolas oferecem o estágio obrigatório, à parte, na área estudada. Daí muitas vezes as empresas preferirem técnicos a universitários.
Os consultores em RH ensinam que a pessoa deve buscar além da qualificação profissional, estar sempre se reciclando através de novos cursos, saber ao menos o inglês básico é um diferencial em muitos cargos (já vi usarem este item simplesmente como forma de seleção). Valoriza-se muito os profissionais estáveis que tenham permanecido por mais de dois anos nas organizações anteriores, o candidato também deve ser pró-ativo, comprometido com os resultados da empresa, possuir uma gama de cursos de informática (outro dia vi um concurso que exigia informática dos varredores de rua, rs parece brincadeira), capacidade de trabalhar em equipe e muitas outras habilidades. Eu particularmente incluo a inteligência emocional que é outro quesito muito apreciado nas entrevistas e dinâmicas na hora da seleção. Enfim, o profissional procurado é aquele que vai muito além do que o cargo exige. Quem já trabalhou em pelo menos três empresas sabe bem como é isso. Te contratam para uma função mas você acaba realizando muitas outras ganhando o mesmo salário independente de ser eficaz ou não.
Veja abaixo o que diz a Coordenadora de Desenvolvimento Humano da FGV (Jaqueline Rezende) sobre qualificação e sobre as áreas promissoras:
Outra dica de vídeo que vou deixar é o de Max Gueringer a respeito dos cursos técnicos:

Para quem deseja optar por um curso promissor uma boa dica é verificar os tipos de profissionais que empresas como a PETROBRAS e as usinas estão necessitando.  São profissionais que estão em falta ou muitas vezes nem existem no mercado.  Essa pesquisa vai ficar por sua conta.
Segue o depoimento de um velho amigo que já passou por uma longa caminhada e ainda quer conquistar muito mais, espero que te anime a prosseguir em tuas conquistas.

"Pretensão minha a de aconselhar qual a melhor carreira quando estamos numa fase de nossas vidas que tudo parece seduzir e de fácil conquista: a adolescência. 
Iniciei meus estudos na ETE Prof. Matheus Leite de Abreu, na cidade de Mirassol/SP, no ano de 1993, onde muitos colinenses também formaram-se em técnico agropecuário.
Meu sonho é a carreira de médico veterinário, visto que a família tem o pezinho na vida rural, porém os recursos financeiros não foram favoráveis para iniciar uma faculdade.
Hoje existe PROUNI, financiamentos pela Caixa Federal, ENEM, cotas, ensino a distância (EAD), entre outras maneiras de se conquistar a tão sonhada profissão dos sonhos.
Um buraco que fica quando nos formamos é onde iremos trabalhar, onde colocaremos em prática tudo aquilo que os professores, os mestres nos ensinaram... Essa é a lacuna que acontece na maioria dos casos.
Após a conclusão do curso técnico realizei alguns trabalhos temporários, porém não estava tendo retorno. Resolvi prestar um concurso público em minha cidade e consegui ingressar no setor de saneamento municipal.
Existe um pensamento que diz: “Ninguém é tão grande que não possa aprender e nem tão pequeno que não possa ensinar”.
Apesar da estabilidade que o setor público fornece nunca parei de estudar e tão pouco de participar de cursos, palestras, workshops, seminários, não apenas referente ao setor que trabalho como também pelos outros.
Analisando friamente tudo está inter-relacionado, existe a permuta e quando se foca em um objetivo comum o retorno é fantástico.
Em 2006, graduei-me em Técnico Ambiental pelo SENAC de Jaboticabal/SP.
Em 2011 (terminei o tão sonhado curso superior), formei-me em Administração de Empresas pelo Centro Universitário UNIFAFIBE e justamente um curso que proporcionou-me experiências fantásticas como a participação do Projeto Rondon no estado do Maranhão como voluntário em práticas para o desenvolvimento sociocultural e ambiental da população. E um intercâmbio estudantil, por um semestre, na cidade de Buenos Aires, Argentina, com a Universidad Argentina de La Empresa (UADE).
Cursos sempre são oportunos (atualmente estou voltado para a cultura da seringueira) te trazem conhecimento, aprimoram suas habilidades e aguçam as atitudes.
O networking é outra ferramenta importante pois aumenta o leque de amizades e favorece a conquista de novas oportunidades para a carreira.
Hoje estou matriculado no curso de pós-graduação e não posso afirmar o futuro, mas não quero parar de estudar!
Meu nome é Gustavo Alves Felici, amigo de longa data da Jan e um brasileiro que acredita no seu povo, sempre!"